disseminadas no espaço negro da noite*
(...)
escreve uma vez mais essa palavra:
quero ver como fica dentro do meu coração
Ricardo Gil Soeiro
in espera vigilante
*Alejandra Pizarnik
in textos de sombra
7.2.12
palavras como pequenas pedras
30.1.12
2012
(...)
esquecer-me do que
o horizonte não contém:
eis o meu esplendor
Ricardo Gil Soeiro
in espera vigilante
1.9.11
ulisses
agora eu ia só
levava o coração na cova da mão e ainda
sobrava espaço
à cada vez mais lenta passagem das
horas
vinham-me à ideia com grande ternura
os ausentes
o desencantador
(excertos do poema)
Alberto Pimenta
18.4.11
sur la route qui sort de nous
je suis si seul que je ne reconnais plus la forme exacte de mes mains
et je sens mon coeur en moi comme une douleur etrangère
(jules supervielle)
29.12.10
o pior amor é este, o que já é feito de ódio também
venho para te cortar os
dedos em moedas pequenas e
com elas pagar ao coração o
mal que me fizeste
valter hugo mãe
contabilidade (excerto do poema)
11.10.10
what a wonderful world
I see trees of green...
I see skies of blue...
...and clouds of white...
the colors of the rainbow...
...and I think to myself...
what a wonderful world
p.s. ne pas oublier de se suicider*
*alejandra pizarnik
13.9.10
No se trata de hablar, ni tampoco de callar

se trata de abrir algo
entre la palabra y el silencio.
Quizá cuando transcurra todo,
también la palabra y el silencio,
quede esa zona abierta
como una esperanza hacia atrás.
Y tal vez ese signo invertido
constituya un toque de atención
para este mutismo ilimitado
donde palpablemente non hundimos.
Roberto Juarroz
imagem:Evelina Oliveira
